UNIFICAÇÃO NO MOVIMENTO ESPÍRITA
A AÇÃO FEDERATIVA DE UNIFICAÇÃO NO MOVIMENTO ESPÍRITA
O TRATAMENENTO E AS CURAS ESPIRITUAIS NO CENTRO ESPÍRITA
A ação federativa voltada para a unificação do movimento espírita é um conjunto de orientações e procedimentos, aprovados pelo Conselho Federativo Nacional da Federação Espírita Brasileira, que guardam plena sintonia com os princípios doutrinários espíritas constantes na Codificação Kardequiana, e que se propõem a colaborar com a execução das mais diversas atividades desenvolvidas no Centro Espírita.
Cabe, entretanto, ao Órgão de Unificação de cada Estado e aos Centros Espíritas sua implementação, principalmente no atual momento evolutivo da Humanidade, onde os avanços nas mais variadas áreas do conhecimento e do fazer tecnológico e as releituras constantes dos parâmetros ético-morais, até então vigentes, estão ora impulsionando o progresso na sociedade, ora gerando grandes inquietações no âmbito do bom costume e das realizações e empreendimentos sintonizados com os propósitos do amor e da paz.
Como instituição comprometida com o progresso da Humanidade é natural que o Centro Espírita se sinta impelido a realizar mudanças na maneira como vem desenvolvendo suas atividades e até mesmo nas diretrizes funcionais de seus trabalhos, entretanto, essas mudanças devem guardar correspondência direta com a ética, a moral e os ensinamentos doutrinários. Se o movimento espírita não atentar para esse detalhe e passar a realizar práticas estranhas ao fazer espírita, certamente incorrerá no erro de validar procedimentos que afetarão, substancialmente, as características básicas que identificam o genuíno Espiritismo na sociedade. Com o propósito único de contribuir com o esforço dos que estão comprometidos com a manutenção da coerência doutrinária em nossas instituições, daremos início a uma série de reflexões, em forma de artigos, envolvendo a prática das principais atividades realizadas nas casas espíritas. Nesses artigos procuraremos refletir sobre a forma adequada de realizarmos essas atividades guardando a devida conexão com as orientações doutrinárias e com a estrutura da organização federativa.
Neste artigo começaremos nossas reflexões abordando o tema: O Tratamento e as Curas Espirituais no Centro Espírita.
É natural que, nos dias atuais, muitas criaturas busquem o Centro Espírita para libertar-se de determinadas situações que estão obstaculando sua felicidade, como por exemplo, as enfermidades físicas e as perturbações de natureza espiritual. Como célula difusora da misericórdia divina orientada pelos princípios do Cristianismo Redivivo, o Centro Espírita não pode desconsiderar esses pedidos de socorro, entretanto alguns cuidados se fazem necessários, para que a instituição não caia no equívoco de desviar-se de sua real finalidade que é a erradicação das enfermidades que adoecem a alma da criatura humana.
Um ponto importante a ser observado, nos trabalhos que envolvam curas de enfermidades físicas, é que a intervenção espiritual não deve ser usada para afrontar a ciência médica convencional, nem tampouco para com ela concorrer, mas sim para auxiliá-la, quando assim for necessário. Em situações especiais, quando a medicina oficial ainda não tenha avançado no conhecimento, tratamento e cura de certas doenças, ela pode ser utilizada como alternativa viável, sempre com a maior discrição e responsabilidade. Por outro lado não devemos esquecer que as enfermidades guardam estreita relação com os desalinhos de conduta dos pacientes, vivenciados no presente ou em reencarnações passadas. Seu aparecimento é uma reação resposta as agressões praticadas contra as energias perispirituais inerentes ao(s) órgão(s) afetado(s) e faz parte de um processo, infelizmente doloroso, de reajustamento dessas energias. Entretanto Deus, no Seu infinito amor às criaturas, inspira o próprio homem, agente dessas agressões, a desenvolver recursos favoráveis a reorganização energética das áreas afetadas, o que favorece a extinção das dores e sofrimentos existentes. A Medicina, portanto, deve ser considerada pelos médicos e por todos nós, como uma das maravilhosas expressões da bondade e da misericórdia divina, daí nosso respeito as suas mais variadas formas de atuação nos dois planos da vida.
No que se refere à prática da assistência médica espiritual e aos procedimentos de cura daí decorrentes, é imprescindível a discrição e o respeito as recomendações médicas convencionais e aos imperativos legais do exercício da Medicina oficial, principalmente quando a atuação espiritual nessa área, guardar similaridade com a prática médica convencional, como as que envolvem o uso de medicamentos alopáticos ou intervenção cirúrgica com incisões no corpo físico do paciente.
Em todos os casos não devemos esquecer que as curas decorrentes da intervenção direta dos espíritos só serão possíveis casos os pacientes assistidos possuam, em seu organismo espiritual, as condições necessárias para o restabelecimento energético dos órgãos perispirituais afetados. Essa predisposição espiritual positiva está intimamente relacionada com as necessidades evolutivas reencarnatórias do paciente, com a sua conduta, o mais íntegra possível, com seu padrão mental (pensamento) e com a adequada compatibilidade entre o nível de desorganização energético do(s) órgão(s) espiritual(is) afetado(s) e os recursos espirituais que serão empregados no procedimento socorrista . A conjugação dessas condições resulta no surgimento de uma força restauradora de excepcional magnitude a se irradiar na corrente energética do corpo perispiritual do enfermo, favorecendo a assimilação dos elementos utilizados pelos benfeitores médicos do outro lado da vida, no procedimento de cura. A falta dessas condições responde pela ausência de êxito em algumas intervenções dessa natureza. Nesses casos geralmente diz-se que houve falta de merecimento. Quando Jesus associou as curas que operava fora dos padrões convencionais da Medicina de sua época a fé, Ele na realidade deixava subentendido que o restabelecimento da saúde dos que O buscavam só foi possível porque o enfermo, ao direcionar seu pensamento e sua vontade no sentido das energias restauradoras que Ele irradiada, propiciou um ajuste na freqüência dessas energias com a do seu organismo enfermo, promovendo assim a restauração do(s) órgão(s) doente(s). Daí Sua recomendação aos curados para que não voltassem a pecar, ou seja, a vincularem-se as forças desorganizadoras da energética responsável pela saúde da alma e do corpo. Essa é a grande diferença que deve existir entre o serviço de atendimento espiritual aos enfermos desenvolvido pela Casa Espírita, e aqueles que ocorrem nos ambulatórios e consultórios médicos convencionais. Nestes o foco é o corpo físico, na Casa Espírita orientada pelas recomendações do genuíno Espiritismo, o foco é o espírito.
Vivemos um tempo em que a intercomunicação ente os dois planos da vida cada vez mais se intensifica. Diante dessa realidade cabe ao Centro Espírita, como célula de difusão e vivência do Espiritismo, cumprir com sua tarefa de educar a humanidade para conviver com esse advento. A negligência no seu desempenho resultará em danos consideráveis à credibilidade do Espiritismo na sociedade.
Os tempos são chegados. Façamos corretamente nossa parte para que, ao nos apresentarmos diante do Senhor, no santuário de nossa consciência, possamos dizer: Missão cumprida.





Planos de Aula FEB
Revista Espírita em PDF